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01/03/2013

Para deputado Carlão Pignatari, governo federal trata a saúde pública com descaso

Carlão cobra um maior comprometimento do governo federal para solucionar a dívida das santas casas e hospitais filantrópicos

 

O deputado estadual Carlão Pignatari (PSDB) afirmou, durante encontro realizado nesta segunda-feira (dia 25), no auditório Paulo Kobayashi, na Assembleia Legislativa de São Paulo, que o governo federal trata a saúde pública com descaso. Carlão é um dos articuladores do movimento “Tabela SUS! Reajuste Já”, cujo objetivo é fazer com que o governo promova um urgente reajuste na tabela de procedimentos do SUS (Sistema Único de Saúde). 
Entre o grande número de participantes estavam representantes das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, além diversas autoridades, como o senador Aloysio Nunes, os deputados federais João Dado, Walter Ihoshi, Dr. Ubiali, Eleuses Paiva e Vaz de Lima, os deputados estaduais Ulysses Tassinari, Mauro Bragato e Itamar Borges; o presidente das Confederações das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil (CMB), José Reinaldo Nogueira de Oliveira Júnior, o presidente da Fehosp Edson Rogatti e o deputado e presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas, Antonio Brito.
Ao discursar, Carlão lembrou que a organização do movimento entregou documento ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em abril, julho e novembro, porém, “nenhuma resposta tivemos; isso é uma falta de respeito com os provedores dos nossos hospitais e com cada um que construiu sua Santa Casa, e a maioria com dinheiro do próprio município, através de eventos, leilões, bingos e rifas. E que hoje nós estamos vendo este patrimônio se deteriorar pela falta de pagamento justa que o SUS tem que fazer para os nossos hospitais”.
Para Carlão, “não adianta querer fazer uma saúde de conversa, uma saúde sem história”. O rombo, de acordo com o deputado, ocorre pela defasagem na tabela do SUS, que remunera, em média, apenas R$ 65 de cada R$ 100 gastos na assistência pública. “São R$ 5, 1 bilhão por ano que estão faltando nos nossos hospitais. Imagina uma cidade sem um único hospital atendendo a saúde dos municípios, e é isso que vai acontecer num futuro não muito distante”, previu. 
O deputado ainda destacou que muitos provedores contraíram empréstimos com juros de 15% ao ano. “Além de tudo o governo federal está agiotando em cima das nossas santas casas. Não é possível um hospital pegar dinheiro para pagar 1% de juros, não pode pagar nada, esta dívida não é nossa, essa dívida é do governo federal que não reajusta a tabela SUS há mais de 10 anos”, criticou.
Carlão conclamou a todos para se unirem para encontrar uma solução.  “Nós precisamos de compromisso e comprometimento das pessoas de realmente tomar uma medida. Eu acredito que essas pessoas do governo federal não têm compromisso com a saúde pública, não acham que isso é importante. Temos que cobrar da presidência da República e do ministro, que eles venham debater com a gente o que é que nós podemos fazer para solucionar definitivamente os déficits dos hospitais. A dívida é muito séria, temos que resolver, mas nós não podemos deixar esse buraco continuar daqui para frente. Eu espero que hoje a gente consiga fazer uma proposta para levar de novo ao ministro Alexandre Padilha, para que possamos ter uma resposta”, finalizou.
Após intensos discursos dos presentes, ficou decidido que no dia 8 de abril não haverá atendimento eletivo (consultas previamente agendadas) em todos o País, sendo também que a data será a oportunidade para uma ampla discussão com a sociedade sobre a realidade no relacionamento com o SUS e a necessidade de investimento de 10% das receitas líquidas por parte da União.
Ainda foi acertado que integrantes do movimento irão neste dia 26 a Brasília propor aos parlamentares que interrompam as votações até que o governo os receba e se manifeste sobre as reivindicações do setor.
 
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