Notícias

00000002436353408096217296055

27/08/2015

Deputado Carlão Pignatari coordena reunião preparatória para a COP 21 é realizada na Assembleia

Parlamentares e ONGs ambientalistas cobram posição mais clara do Brasil sobre mudanças climáticas
O deputado estadual Carlão Pignatari, líder da Bancada do PSDB na Assembleia Legislativa de são Paulo, coordenou, nesta segunda-feira (dia 24/8), reunião preparatória da 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21), que se realizará em dezembro, em Paris, com a participação de 196 países membros. Na ocasião, será discutido um novo acordo global, em substituição ao Protocolo de Kyoto.
Além do deputado Carlão Pignatari, que também é o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista e pelo Desenvolvimento Sustentável da Alesp, a reunião, com o tema Florestas e Clima: Rumo à COP 21, teve a participação na mesa de abertura do coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional, deputado federal Sarney Filho (PV/MA).
Também compuseram a mesa inicial a secretária estadual do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias, representando o governador Geraldo Alckmin; o deputado federal Ricardo Trípoli (PSDB/SP); o consultor ambiental Fábio Feldman; e o diretor de políticas públicas da SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani.
disse que uma das metas da frente que coordena é a consolidação das leis, decretos e resoluções sobre o tema do meio ambiente do Estado, que dificultam o licenciamento ambiental. Disse ainda que serão discutidos ainda problemas ambientais, como a crise hídrica.
“Temos de ser proativos nas questões ambientais”, afirmou o deputado federal Sarney Filho, que disse que “na COP 21 são esperadas decisões ambientais dos EUA e da China, o que torna ainda mais premente uma resposta rápida do Brasil sobre o tema”. Para ele, as propostas apresentadas na COP 20 devem ser revistas, já que beneficiaram países em desenvolvimento – como o Brasil -, que, apesar de serem grandes poluidores, ficaram sujeitos a poucas metas obrigatórias.
“É preciso um compromisso mais sério, pois a situação é grave, urgente e global”. Sarney Filho comentou ainda os embates que há no Congresso com a bancada ruralista, que é muito ativa e que tende a desconsiderar as questões ambientais.
Ações paulistas
O Estado de São Paulo tem agido na prevenção dos efeitos das mudanças climáticas, afirmou a secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Patrícia Iglecias. São ações de restauração ecológica, como o Projeto Nascentes, que tem adesão de 320 municípios paulistas e que visa recuperar matas ciliares e no entorno de nascentes. A meta é a restauração de 300 mil hectares de vegetação, falou.
Da SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani criticou o governo brasileiro por não ter ainda entregue as metas para a CPO 21, ressaltando a necessidade de o Brasil não perder o protagonismo na questão ambiental. Lembrou que o país ainda é um dos grandes emissores dos gases o efeito estufa, principalmente por conta da persistência das queimadas na Amazônia. Ele destacou também que o maior problema ambientalista hoje é fundiário, sendo que há ameaças como a PEC 215, que permite desmatar no entorno de reservas ambientais.
O consultor Fábio Feldman lembrou de sua luta pela causa ambiental quando não era tema na agenda social e política. Disse que o grande desafio hoje é conciliar as mudanças climáticas com o desenvolvimento.
Também compuseram a mesa os deputados federais João Paulo Papa (PSDB/SP), Nilto Tatto (PT/SP) e Edmilson Rodrigues (PSOL/PA), que falou da necessidade de se estabelecer “um novo padrão civilizatório, apesar das dificuldades de mudar os valores culturais”.
O deputado federal Ivan Valente (PSOL/SP) criticou o modelo econômico agroexportador brasileiro, que é uma das causas do desmatamento no Brasil, e que avança sobre áreas indígenas e de preservação ambiental. Alertou ainda que 20% de todos os agrotóxicos do planeta são usados no país, e também das pautas antiambientalistas que estão sendo discutidas no Congresso.
Painéis
A seguir foram realizados dois painéis, com apresentações de ambientalistas. O primeiro foi Biomas: Diversidade Florestal Brasileira, Realidade e os Desafios frente às Questões Climáticas, coordenado pelo vereador paulistano Gilberto Natalini (PV), da Frente Parlamentar Ambientalista da Região Metropolitana de São Paulo. Nele foram analisadas a situação dos biomas da Amazônia, da Mata Atlântica, do Pantanal e do Cerrado, sendo esta último o que está mais ameaçado atualmente.
O segundo painel foi Olhares Setoriais para Floresta e Clima: Economia, Sociedade e Parlamento, coordenado pelo deputado Edmilson Rodrigues. Falou-se das discussões do novo acordo ambiental a ser discutido na COP 21, de formas de enfrentar as mudanças climáticas com o estabelecimento de políticas públicas e de como conciliar no Brasil clima, florestas e agricultura.
Estavam presentes também representantes secretários municipais de meio ambiente, diversos representantes de organizações não governamentais. As ações da Frente Parlamentar Ambientalista e das suas congêneres estaduais e municipais podem ser consultadas no endereço www.frenteambientalista.com. (Com informações da assessoria de comunicação da Alesp)
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
WhatsApp