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21/11/2013

Piscicultores da região pedem apoio do deputado Carlão Pignatari para regularização ambiental

Deputado visitou um dos maiores criatórios de alevinos de tilápia do Brasil no Distrito de Esmeralda, em Rubineia
A falta de licenciamento ambiental para continuar produzindo alevinos e peixes para os frigoríficos de filé de tilápia está preocupando dezenas de produtores na região de Santa Fé do Sul. Por isso, diversos proprietários de criatórios de alevinos e de peixes de corte convidaram o deputado estadual Carlão Pignatari para conhecer o problema de perto. 
Carlão esteve na Piscicultura Peixe Vivo, no Distrito de Esmeralda, pertencente ao município de Rubineia, na última sexta-feira (dia 15/11), onde ouviu os produtores.
O deputado estava acompanhado dos prefeitos Armando Rossafa Garcia, de Santa Fé do Sul, e Clevoci Cardoso da Silva, de Rubineia, e o vereador Alcir Gilberto Zaina, presidente da Câmara de Santa Fé, e se reuniu com integrantes da associação que congrega os criadores de peixes e de alevinos, entre eles o biólogo Emerson Esteves, os produtores Cristóvão Alves e Fábio Brandão (zootecnista), e Emilio Ernesto Garbin, representante da Zippy Alimentos, de Santa Clara d’Oeste.
De acordo com Emerson, a Peixe Vivo é um dos maiores criatórios de alevinos do Brasil e, em breve, “seremos o maior da América Latina, pois entregamos aproximadamente dois milhões de alevinos de tilápia a criadores, por semana. Em 2014, pretendemos dobrar esse número”. 
O biólogo relatou ao deputado Carlão, entretanto, que, apesar do altíssimo investimento feito no local – em torno de R$ 4 milhões -, com a construção de dezenas de tanques escavados, onde as matrizes fêmeas ficam com os machos para produzirem os ovos, “o Estado de São Paulo não possui uma legislação específica e todos estão trabalhando de forma irregular, sem licenciamento ambiental. Nós queremos trabalhar na legalidade, pois investimos muito, geramos empregos e renda e precisamos do licenciamento”, cobrou.
De acordo com Emerson, os Estados vizinhos, como Mato Grosso do Sul, já “possuem sua legislação e muitos produtores estão se transferindo para lá. Mas nós queremos continuar trabalhando aqui, por isso precisamos de ajuda para que o governo do Estado legalize nossa situação”, manifestou-se.
Ele acrescentou que a Cetesb, órgão que fiscaliza o setor, tem apenas dois técnicos na região e ainda assim não são especializados na criação de peixes. 
A bióloga Marilza Fernandes, coordenadora do programa Peixe Legal, da Prefeitura de Santa Fé, contabilizou que a região gera em torno de mil empregos diretos, nos criatórios e filetadeiras.
Havia um prazo até o dia 14 último, para que esses criadores se regularizassem, porém, por falta de uma legislação específica para o Estado de São Paulo, a data foi prorrogada para 14 de novembro de 2014. “Mas agora é uma questão de honra, se não conseguirmos mudar, vamos promover um movimento de protesto para alertar as autoridades”, disse Emerson, que estabeleceu o dia 4 de dezembro próximo para a paralisação. Se houver uma parada na produção, muitos municípios, alguns de pequeno porte, como Rubineia e Três Fronteiras, vão perder muito na arrecadação.
O deputado Carlão Pignatari, após ouvir atentamente a exposição dos criadores de alevinos e de peixes, disse que levaria o problema até o secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas, e o convidaria para visitar a região e conhecer o projeto. 
“Não podemos deixar que isso aconteça, pois sabemos que o Estado de São Paulo gera de 30 mil a 40 mil empregos diretos na piscicultura e vamos atuar no sentido de que a legislação seja alterada rapidamente. Assim, os produtores poderão trabalhar sem medo de terem seus negócios fechados pela fiscalização”, destacou o deputado Carlão.
 
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