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11/08/2015

Deputado Carlão Pignatari comenta sobre o Protocolo de Paris, o maior acordo do mundo

Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista na Assembleia Legislativa, Carlão lembra a responsabilidade que todos têm para com o meio ambiente
O deputado estadual Carlão Pignatari, líder da Bancada do PSDB e coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista na Assembleia Legislativa de São Paulo, comenta que o mundo está prestes a dar um importante passo para assumir, de vez, a responsabilidade de melhorar e preservar o meio ambiente.
O lembrete do deputado se faz devido à proximidade da 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 21), que acontecerá entre 30 de novembro e 11 de dezembro, em Paris, na França. De acordo com ele, a perspectiva é de assinatura do maior acordo climático do mundo. 
O Protocolo de Paris vem para substituir o Protocolo de Kyoto, em vigor desde fevereiro de 2005. Entretanto, ao contrário do acordo anterior, que tinha apenas metas específicas para um grupo de menos de 40 países desenvolvidos, o novo documento será um acordo global que envolverá mais de 190 países que fazem parte da Convenção do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU).
O novo acordo será uma espécie de guia de desenvolvimento para o futuro. Por mais que se trate o protocolo como uma discussão ambiental, ele é, na verdade, uma discussão de desenvolvimento, já que vai estabelecer parâmetros para os países signatários seguirem durante as próximas décadas, até 2050, pelo menos. O objetivo é estabilizar as emissões de gases de efeito estufa (GEE), para que, ao final do século, não ultrapasse aquecimento superior a 2 graus Celsius (°C) em relação ao que havia no período pré-industrial.
A temperatura da Terra já subiu cerca de 0,8% desde a revolução industrial até hoje, o que significa cerca de 1,2 graus. Acima disso, as consequências poderiam ser desastrosas para a humanidade. 
Carlão ainda lembra da Política Estadual de Mudanças Climáticas de São Paulo – PEMC, que foi criada com o objetivo de enfrentar os desafios das mudanças climáticas globais e garantir o desenvolvimento sustentável e ainda estabelece metas para mitigação das emissões dos gases do efeito estufa no território paulista.
De acordo com o deputado, a lei prevê a redução de 20% das emissões de gás carbônico até 2020, com base nas emissões de 2005, valor equivalente a 24 bilhões de toneladas de CO2, meta real negociada entre diversos setores.
A PEMC incentiva ainda o desenvolvimento de transporte sustentável, como a construção de ciclovias, inspeção veicular e medidas para distribuir melhor o tráfego por rodovias. 
Outra importante área é a de produção e consumo sustentáveis. Está previsto que São Paulo buscará produzir mais emitindo menos carbono, além de mostrar ao consumidor o poder das escolhas conscientes. Além disso, a lei estabelece a criação do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas, responsável pela fiscalização da execução da política.
Para Carlão, o Brasil deveria investir mais em fontes limpas de energia, com as fontes renováveis, como solar e eólica (dos ventos). A meta é promover a participação de fontes de energia renováveis entre 28% e 33% na matriz energética e chegar a 2030 com 20% de recursos renováveis, além de recursos hidrelétricos.
Nesta quarta-feira (dia 12/08), haverá uma reunião da Frente Parlamentar Ambientalista na Assembleia Legislativa, para definir alguns tópicos que serão discutidos no encontro entre a Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara Federal, Frente Parlamentar Ambientalista de São Paulo, as comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) e de Legislação Participativa (CLP) do Congresso Nacional e a Fundação SOS Mata Atlântica. 
Esse encontro, em São Paulo, que terá como tema “Florestas e Clima: rumo a COP 21 em Paris”, será um evento preparatório da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP 21.
“Precisamos assumir nossas responsabilidades com o meio ambiente para deixarmos para nossos filhos e descendentes um mundo melhor para se viver”, conclui o deputado Carlão Pignatari.
 
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