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08/03/2017

Carlão Pignatari defende malha ferroviária em Frente Parlamentar

Lançamento da Frente aconteceu nesta quarta-feira, na Assembleia Legislativa com a discussão sobre a retomada do crescimento das ferrovias

O deputado estadual Carlão Pignatari (PSDB) participou, nesta quarta-feira, dia 23, do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Malha Ferroviária Paulista. O evento foi realizado às 10h, no plenário Dom Pedro I, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

 

Carlão convidou o diretor-presidente da América Latina Logística (ALL), Paulo Basílio, para falar sobre o descaso com as ferrovias e com a população da região da Alta Araraquarense. O deputado alertou que é necessário que a empresa acelere o processo de recuperação da malha, assim evitaria colocar em risco o sistema de transporte ferroviário e também acidentes que possam resultar em vítimas.

 

A Frente Parlamentar em Defesa da Malha Ferroviária Paulista permitirá que parlamentares, juntamente com representantes do Poder Público, prefeitos, entidades sindicais, empresários e a sociedade civil, debatam o assunto e busquem soluções para os problemas que os municípios têm enfrentado em decorrência do abandono em que se encontram diversas linhas no Estado.

 

Na região Noroeste do Estado, por exemplo, têm ocorrido sucessivos descarrilamentos. O último aconteceu no dia 3 de novembro, no trecho urbano de Valentim Gentil. Oito vagões de uma composição descarrilaram e espalharam muita soja no local. A ALL, depois de quase um mês, ainda está trabalhando no local do acidente para efetuar os reparos, como a troca de dormentes deteriorados e outros serviços.

 

A malha ferroviária brasileira tem hoje cerca de 28 mil quilômetros de extensão. Porém, a Agência Nacional de Transporte sobre Trilhos (ANTT) acredita que somente 10 mil quilômetros são competitivos e os 18 mil restantes são subutilizados ou nem sequer são utilizados. Além disso, 90% da malha têm mais de cem anos.

 

Apesar de as atividades de transporte ferroviário de carga no Brasil terem tido papel importante na história do país, hoje não é isso que se vê. Com o advento da indústria automobilística priorizou-se o transporte rodoviário e abandonou-se a ferrovia. Vale lembrar que, enquanto um caminhão transporta, no máximo, 35 toneladas, um só vagão transporta, em média, 130 toneladas.

 

Para Carlão, é necessária uma completa modernização do setor ferroviário, que, além de oferecer mais segurança no transporte, ainda gera economia para o Estado e para o País.

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